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Angola Nascimentos e óbitos por ano

Nascimentos e Mortes em Angola: A Diferença que Faz Crescer o País | 1980-2023

Angola em Números · Demografia

Nascimentos e Mortes em Angola: A Diferença que Faz Crescer o País

Todos os anos, mais de um milhão de pessoas nascem em Angola do que as que morrem. É essa diferença que explica praticamente todo o crescimento populacional do país.

O que o gráfico mostra

Este gráfico junta duas linhas: uma conta os nascimentos por ano em Angola, a outra as mortes. Em 1980, havia cerca de 400 mil nascimentos e 200 mil mortes por ano — já com uma diferença clara entre as duas. A partir daí, a linha dos nascimentos sobe de forma quase constante, ano após ano, até ultrapassar 1,4 milhões em 2023. A linha das mortes, em comparação, mal se mexe: sobe muito devagar, mantendo-se sempre entre os 200 e os 270 mil por ano ao longo de mais de quatro décadas.

A distância entre as duas linhas é o crescimento populacional

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de pessoas a mais nasceram do que morreram em Angola, só em 2023.

Este é, na prática, o gráfico "por trás" de tudo o que já vimos nas páginas anteriores. A diferença entre nascimentos e mortes chama-se "crescimento natural", e é o principal motor do aumento da população de Angola — mais do que a migração, que tem um peso muito menor.

Porque as duas linhas se comportam de forma tão diferente

Porque as mortes quase não sobem

Pode parecer estranho: mais gente no país devia significar mais mortes também. Mas dois efeitos cancelam-se: há mais gente, o que aumentaria as mortes, mas cada pessoa tem hoje muito menos probabilidade de morrer em qualquer idade do que tinha em 1980 — a esperança de vida subiu de forma acentuada desde o fim da guerra. O resultado é uma linha quase plana, apesar da população estar a crescer muito.

Porque os nascimentos sobem tanto

Aqui os dois efeitos vão no mesmo sentido, em vez de se cancelarem: há cada vez mais mulheres em idade fértil, porque a população jovem é enorme, e cada uma continua a ter, em média, vários filhos — a fecundidade ainda ronda os 5 filhos por mulher. Mais mulheres a terem vários filhos cada uma resulta neste crescimento constante da linha azul.

O que vem a seguir

Repare que as duas linhas não estão a convergir — pelo contrário, o espaço entre elas continua a alargar. Isto está de acordo com a taxa de crescimento populacional: mesmo que a percentagem de crescimento esteja a abrandar, o número absoluto de pessoas a mais continua a aumentar todos os anos, porque a base da população — o total de mulheres em idade fértil — é cada vez maior.

Perguntas frequentes

Se a linha das mortes quase não sobe, isso significa que a saúde em Angola já não está a melhorar?

Pelo contrário — significa o oposto. A saúde está a melhorar tanto que compensa o facto de haver cada vez mais gente no país. Se a saúde não tivesse melhorado, a linha das mortes teria subido muito mais depressa, acompanhando o crescimento da população total.

O que é o "crescimento natural" da população?

É a diferença entre o número de nascimentos e o número de mortes num determinado período. Chama-se "natural" para o distinguir do crescimento por migração, que em Angola tem um peso muito menor do que este.

Esta diferença entre nascimentos e mortes vai continuar a aumentar para sempre?

Não. Como já vimos no gráfico da fecundidade, o número de filhos por mulher está a descer de forma gradual. Em algum momento, essa queda deverá abrandar o crescimento dos nascimentos o suficiente para a diferença entre as duas linhas começar a estreitar — mas, com a fecundidade ainda perto dos 5 filhos por mulher, isso não deverá acontecer tão cedo.

Porque é que os nascimentos e as mortes importam mais do que a migração para o crescimento de Angola?

Porque os números envolvidos são muito maiores. Mais de um milhão de nascimentos a mais do que mortes, só num ano, representa uma escala muito superior a qualquer movimento migratório de entrada ou saída do país.

Última actualização: 7 de Setembro de 2026 · Fonte: ONU, World Population Prospects (2024), via Our World in Data.