Instituto Nacional da Biodiversidade e Áreas de Conservação -INBAC
O Instituto Nacional da Biodiversidade e Áreas de Conservação (INBAC) é um instituto público de Angola, criado pelo Decreto Presidencial n.º 10/11 de 7 de Janeiro (e posteriormente modificado pelo Decreto Presidencial n.º 175/24 de 24 de Julho). Sediado na Cidade do Kilamba, em Luanda, actua sob a tutela do departamento governamental responsável pelo ambiente (Ministério do Ambiente ou Ministério da Cultura, Turismo e Ambiente, dependendo do período de vigência).
A sua principal missão é assegurar a elaboração e a execução da política de gestão sustentável da biodiversidade e supervisionar o Sistema Nacional de Conservação do Ambiente no país.
Com base nas fontes, eis as principais vertentes, responsabilidades e desafios do INBAC:

Responsabilidades e Actuação
Gestão das Áreas de Conservação: O INBAC é a entidade principal responsável por administrar os Parques Nacionais, Parques Naturais Regionais e Reservas de Angola. A gestão quotidiana envolve o recrutamento, formação e coordenação dos administradores dos parques e do corpo de fiscais ambientais (guardas) que patrulham o terreno.
Investigação e Estratégia: O instituto lidera e coordena a implementação da Estratégia Nacional e Plano de Acção para a Biodiversidade (NBSAP). Promove estudos científicos, censos de fauna (como a contagem de elefantes e mapeamento da palanca-negra-gigante e da girafa angolana), estabelecimento de bases de dados geográficas e a identificação de novas áreas para conservação.
Educação Ambiental: Tem o mandato de capacitar líderes comunitários locais e realizar campanhas de educação e consciencialização para mitigar conflitos entre seres humanos e animais, e desencorajar a caça furtiva e a desflorestação.
Modelo de Gestão e Parcerias
Devido à imensidão dos territórios protegidos e à escassez de recursos, o INBAC opera sob diferentes modelos de gestão:
Gestão Pública Directa: Na maioria dos parques (como Cameia, Bicuar, Mavinga, Maiombe e Luengue-Luiana), a gestão é feita de forma exclusiva pelo INBAC e pelas suas equipas multidisciplinares.
Co-Gestão (Parcerias Público-Privadas): O INBAC estabeleceu acordos inovadores de gestão partilhada para suprir lacunas financeiras e técnicas. Exemplos de sucesso incluem a parceria de longo prazo com a ONG African Parks para a gestão e reabilitação turística do Parque Nacional do Iona, e a colaboração com a Fundação Kissama para a protecção da Palanca Negra Gigante no Parque Nacional da Cangandala e na Reserva do Luando.
Projectos Internacionais
O INBAC é o ponto focal de Angola em importantes iniciativas internacionais de conservação. Destacam-se o Projecto da Área de Conservação Transfronteiriça Kavango-Zambeze (KAZA TFCA) e a gestão de financiamentos globais do Fundo Global para o Ambiente (GEF). Através das verbas do projecto GEF5, o instituto trabalhou na expansão e fortalecimento de infraestruturas nas áreas protegidas, enquanto o projecto GEF6 foca-se actualmente no combate ao crime ambiental (caça furtiva) e no conflito homem-vida selvagem.
Desafios Estruturais
Apesar dos seus esforços vitais, o INBAC opera sob uma grave insuficiência de recursos humanos, financeiros e logísticos. As fontes sublinham que o número de fiscais é drasticamente inferior ao mínimo necessário para cobrir os milhares de quilómetros quadrados dos parques. Adicionalmente, lida constantemente com a falta de viaturas adaptadas, problemas de estradas e comunicações quase inexistentes nas zonas remotas, o que limita severamente a sua capacidade de combater ameaças pesadas como a invasão de terras, exploração ilegal de madeira, mineração desregrada e caça furtiva comercial.

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Onde obter as permissões oficiais?
As permissões de entrada e visita aos Parques Nacionais de Angola são geridas centralmente pelo:
Instituto Nacional da Biodiversidade e Áreas de Conservação (INBAC) Órgão do Ministério do Ambiente, responsável pela gestão de todas as áreas de conservação do país.
Contactos directos do INBAC (Luanda):
- Morada: Cidade do Kilamba, Avenida Paiva Domingos da Silva nº 11, Luanda
- Telefone: +244 923 266 405 / +244 923 266 406
- Email: inbac2011@gmail.com
- Website oficial: inbac.gov.ao
Como proceder (passo a passo recomendado para visitantes):
- Contacte o INBAC com antecedência (idealmente 4–8 semanas antes da viagem)
Envie um email com:
- Datas pretendidas da visita
- Número de pessoas e veículos
- Objectivo (turismo, fotografia, investigação, etc.)
- Rota planeada
- Taxas de acesso Existe um Decreto Presidencial recente que define as taxas oficiais de entrada e utilização das áreas de conservação (valores actualizados disponíveis no INBAC). Os valores são relativamente acessíveis, mas obrigatórios.
- Para o Parque Nacional da Mupa (Cunene) especificamente:
- A autorização principal vem do INBAC em Luanda.
- Após aprovação, pode ser necessário coordenar com a Administração Provincial do Cunene ou a Direcção Provincial do Ambiente em Ondjiva.
- Muitos visitantes recorrem a operadores turísticos locais em Ondjiva ou Lubango, que tratam de toda a burocracia.
- Para parques remotos como Mavinga e Luengue-Luiana:
- O processo é igual: autorização prévia obrigatória do INBAC.
- Em alguns casos, pode ser necessário um guia oficial ou fiscal (guarda-florestal) do parque.
Dica prática para viajantes
A forma mais simples e segura é contratar um operador turístico registado em Angola. Eles tratam de:
- Pedido de autorização no INBAC
- Coordenação com autoridades provinciais
- Logística (veículos 4x4, combustível, guias, etc.)
Viajar sem permissão oficial não é recomendado, especialmente nos parques do sul e sudeste, onde ainda existem desafios de fiscalização, segurança e conservação.

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