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As Sete Maravilhas de Angola representam os locais naturais mais extraordinários do país, eleitos pelo voto popular em 2014 para promover o turismo e a preservação ambiental. Esta lista inclui as impressionantes Quedas de Kalandula, a imponente Fenda da Tundavala, a densa Floresta do Maiombe, o majestoso Morro do Môco, as misteriosas Grutas do Nzenzo, a serena Lagoa do Carumbo e as espetaculares Quedas do Dala. Para visitar estes destinos fascinantes, recomenda-se planeamento antecipado, pois as condições de acesso variam entre locais bem estruturados e áreas remotas que exigem apoio de guias especializados.

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As Sete Maravilhas de Angola

A eleição que revelou, pelo voto popular, os sete lugares naturais mais extraordinários do país — e fez de Angola o primeiro país africano a escolher as suas próprias Maravilhas Naturais.

O que foram as Sete Maravilhas de Angola

Em julho de 2013, a organização internacional National 7 Wonders lançou em Angola o concurso "Sete Maravilhas Naturais de Angola". Partindo de 200 candidaturas vindas das 18 províncias do país, uma comissão reduziu a lista a 27 finalistas, distribuídas por quatro categorias: rios e lagoas, quedas de água, áreas protegidas e grandes relevos.

Ao longo de cerca de dez meses, os angolanos votaram por SMS na sua maravilha natural preferida. Cada província teve ainda um "padrinho" — uma figura pública, desportista ou artista — que ajudou a promover a sua candidata junto do público. Os vencedores foram anunciados em Luanda a 2 de maio de 2014.

Os objetivos da iniciativa

Mais do que um concurso de popularidade, a eleição das Sete Maravilhas de Angola tinha um propósito claro: preservar o património natural do país, valorizar o orgulho nacional, fomentar o turismo interno e promover a cultura de cada região. Como resumia a organização na altura, só aquilo que se conhece pode ser verdadeiramente protegido.

As Sete Maravilhas, uma a uma

Conheça os sete lugares que os angolanos elegeram como as maiores maravilhas naturais do país.

Malanje

Quedas de Kalandula

Uma das maiores quedas de água de África, formada pelo rio Lucala numa cortina de água que se estende por centenas de metros. É, para muitos, o cartão-postal mais reconhecível do turismo angolano.

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Huíla

Fenda da Tundavala

Perto da cidade do Lubango, uma fenda abrupta na escarpada Serra da Chela abre-se sobre um precipício de mais de mil metros, com vistas dramáticas sobre as planícies do interior angolano.

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Cabinda

Floresta do Maiombe

Um fragmento angolano da grande floresta tropical da Bacia do Congo, com uma biodiversidade densa e pouco explorada. Um dos últimos grandes redutos de floresta primária do país.

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Huambo

Morro do Môco

O ponto mais alto de Angola, no coração do planalto central. Além do desafio da subida, é um dos locais mais importantes do país para a observação de aves endémicas.

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Uíge

Grutas do Nzenzo

Um conjunto de grutas e formações rochosas escondidas na vegetação do Uíge, ainda pouco visitadas e envoltas em histórias e lendas locais transmitidas de geração em geração.

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Lunda Norte

Lagoa do Carumbo

No coração da região diamantífera de Angola, uma lagoa envolta em lendas locais e paisagens serenas, num dos cantos mais remotos e menos conhecidos do país.

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Lunda Sul

Quedas e Barragem do Dala

Outra joia da região das Lundas, onde as águas caem em quedas espetaculares junto à barragem do Dala, rodeadas de vegetação exuberante e longe dos roteiros turísticos mais conhecidos.

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O legado, uma década depois

Mais de dez anos após a eleição, o balanço é misto. Se por um lado a iniciativa colocou definitivamente estes sete lugares no imaginário coletivo dos angolanos, por outro alguns dos "padrinhos" provinciais têm manifestado publicamente alguma frustração com a falta de investimento turístico que se seguiu à eleição. O potencial destes locais para o turismo interno continua, em grande parte, por explorar — o que torna cada vez mais relevante dar-lhes visibilidade hoje.

Como planear uma visita às Sete Maravilhas

As Sete Maravilhas de Angola estão espalhadas por sete províncias diferentes, pelo que visitá-las todas exige planeamento e, normalmente, mais do que uma viagem. Algumas — como a Fenda da Tundavala ou as Quedas de Kalandula — já têm alguma infraestrutura turística e são relativamente acessíveis. Outras, como a Lagoa do Carumbo ou as Grutas do Nzenzo, exigem mais logística e, muitas vezes, apoio de guias ou operadores locais. Para cada destino, vale a pena confirmar com antecedência as condições de acesso, a melhor época para visitar e a necessidade de autorizações ou acompanhamento local.

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As Sete Maravilhas são apenas o ponto de partida. Descubra mais destinos, parques nacionais e roteiros pelo país no nosso guia completo de turismo em Angola.

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