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Emprego em Números 

Descubra os números que definem o mercado de trabalho angolano: população em idade activa, empregados, desempregados, emprego informal e as diferenças entre jovens e adultos, homens e mulheres, cidade e campo. Inclui a explicação essencial sobre a quebra de série entre a taxa anual de 2025 (28,3%) e as taxas trimestrais de 2026 (~21%), para nunca comparar os dois valores directamente. 

Emprego em Números

Só os indicadores que mudam o que se pensa saber sobre o mercado de trabalho angolano — cada um com o seu inquérito, trimestre e grupo etário.

Antes de mais: uma quebra de série

A taxa de desemprego anual de 2025, publicada no Anuário do IEA, foi de 28,3%. Mas a partir do IV Trimestre de 2025, o INE passou a divulgar taxas trimestrais claramente mais baixas — 20,2% no IV Trim. 2025, subindo para 21,3% no I Trim. 2026 e 21,5% no II Trim. 2026. A diferença resulta de uma mudança de metodologia entre os dois períodos, não de uma melhoria repentina do mercado de trabalho. Nesta página, nunca comparamos directamente o valor anual de 2025 com os valores trimestrais mais recentes — e recomendamos que não o faça também.

População com 15 ou mais anos

A dimensão do universo em idade activa

~21,0M

pessoas com 15 ou mais anos — 57,7% da população total do país (36.402.073 pessoas).

Anuário IEA 2025 (INE)

Fonte: INE, Anuário do Inquérito sobre o Emprego em Angola (IEA), 2025.

Força de trabalho vs. fora dela

Quem está disponível para o mercado, e quem não está

Taxa de emprego
42,3%
Taxa de desemprego
21,3%
Fora da força de trabalho
36,4%

Ver a página O Que as Taxas Querem Dizer para a explicação completa desta divisão em três partes.

Fonte: INE, IEA, I Trimestre 2026.

Empregados

Quantas pessoas têm algum trabalho

10.171.244

pessoas empregadas — 5.226.599 homens e 4.944.646 mulheres — um aumento de 6,4% face ao trimestre anterior.

II Trim. 2026, INE (IEA)

Fonte: INE, IEA, II Trimestre 2026.

Desempregados

Quantas pessoas querem trabalhar e estão à procura

2.790.821

pessoas desempregadas — um aumento de 7,6% face ao trimestre anterior, apesar do crescimento simultâneo do emprego.

II Trim. 2026, INE (IEA)

Emprego e desemprego a subirem ao mesmo tempo não é uma contradição: significa que mais pessoas entraram na força de trabalho nesse trimestre do que o mercado conseguiu absorver — a taxa de participação subiu 2,6 pontos percentuais, para 56,3%.

Fonte: INE, IEA, II Trimestre 2026.

Informais

Fatia dos empregados, não da população total

80,1%

dos empregados estavam no sector informal — sem contrato de trabalho nem protecção social.

II Trim. 2026, INE (IEA)

Este número refere-se apenas a quem já está empregado — não à população total nem à força de trabalho. A página Oito em Cada Dez Empregos Não Têm Contrato aprofunda este tema.

Fonte: INE, IEA, II Trimestre 2026.

Jovens, 15–24 anos

Onde o desemprego é quase o dobro da média

Desemprego jovem
40,7%
Desemprego nacional
21,3%

A taxa de emprego jovem, no mesmo trimestre, foi de apenas 21,0% — ou seja, quatro em cada dez jovens activos no mercado de trabalho estavam sem ocupação. Detalhe completo na página Quando a Geração Grande Chega à Idade Activa.

Fonte: INE, IEA, I Trimestre 2026.

Homens/mulheres, urbano/rural

As médias nacionais escondem diferenças consistentes por género e por área de residência:

Desemprego — mulheres
23,3%
Desemprego — homens
19,8%
Emprego — urbano
48,2%
Emprego — rural
35,6%

As mulheres enfrentam sistematicamente taxas de desemprego mais altas do que os homens, e a diferença entre viver numa cidade ou no campo é ainda maior do que a diferença de género — mais um eco da concentração geográfica já vista nas séries de População e Educação desta plataforma.

Fonte: INE, IEA, II Trimestre 2026.

Perguntas frequentes

Porque é que a taxa de desemprego de 2025 (28,3%) é tão diferente das taxas trimestrais de 2026 (~21%)?

Por uma mudança de metodologia do INE a partir do IV Trimestre de 2025, não por uma melhoria súbita do mercado de trabalho. As duas séries não devem ser comparadas directamente — ver a caixa no topo desta página.

Como é possível o emprego e o desemprego subirem ao mesmo tempo?

Quando mais pessoas entram na força de trabalho — por exemplo, jovens que terminam a escola e passam a procurar emprego — o mercado pode criar mais postos de trabalho e, ainda assim, não conseguir absorver toda a procura adicional, fazendo subir as duas taxas em simultâneo.

A taxa de emprego informal de 80,1% aplica-se a toda a população?

Não. Aplica-se apenas às pessoas já classificadas como empregadas — não à população total nem à força de trabalho no seu conjunto.

Ver também

Última actualização: 8 de Setembro de 2026 · Fonte: Instituto Nacional de Estatística (INE), Inquérito sobre o Emprego em Angola (IEA) — I e II Trimestres de 2026, e Anuário 2025.